Caiado acusa governo federal de tentar controlar verbas da Segurança Pública

 

Caiado acusa governo federal de tentar controlar verbas da Segurança Pública

Governador afirma que portaria do Ministério da Justiça impõe regras aos estados e fere o pacto federativo ⚖️

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, fez duras críticas ao governo federal após a publicação de uma portaria do Ministério da Justiça que estabelece novas exigências para a liberação de recursos destinados à Segurança Pública. Segundo ele, a medida condiciona o repasse de verbas ao cumprimento de diretrizes definidas pela União, o que classificou como uma ação “truculenta”.

De acordo com Caiado, as novas regras atingem diretamente recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública, do Fundo Penitenciário Nacional e também emendas parlamentares, afetando estados e municípios em todo o país. Para o governador, a iniciativa representa uma tentativa de impor políticas federais sem debate no Congresso Nacional.

🗣️ “Fomos surpreendidos por mais uma truculência do governo Lula contra os governadores”, afirmou Caiado.

O governador destacou ainda que a portaria foi publicada após a falta de avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que está paralisada no Congresso. Na avaliação dele, a proposta retiraria atribuições dos estados ao concentrar na União a definição das diretrizes gerais da área.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Caiado afirmou que, diante da resistência parlamentar, o governo federal buscou outro caminho. “O ministro não conseguiu aprovar a PEC porque o sentimento do Congresso foi totalmente contrário. Diante disso, houve uma violação clara do pacto federativo”, declarou.

⚠️ Segundo o governador, a norma altera de forma significativa os critérios para acesso aos recursos e pressiona estados e municípios a adotarem políticas definidas pela União, sob pena de perderem os repasses. Ele alertou para possíveis impactos diretos no trabalho das polícias Civil, Militar e Penal.

“Se não cumprir o que está determinado na portaria, o governador deixa de receber esses fundos”, disse.

Caiado também criticou o momento em que a decisão foi tomada, durante uma transição no comando do Ministério da Justiça. “Ele sai sem explicar os motivos e ainda deixa uma canetada que amplia a interferência da União sobre o que cabe aos governadores”, completou.

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